terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Mais um ano...

Todo fim de ano é a mesma coisa, só aí nossas promessas de fazermos tudo diferente no ano que começa vão por água abaixo. E tem sempre aquele papo de 'esse ano eu estudo mais', 'esse ano eu faço tal coisa', 'esse ano eu mudo'....e tudo vai sendo adiado pro ano seguinte, e pro próximo... mas não custa nada tentar né?! Só falta a velha força de vontade.
Quanto ao mundo...a tendência é piorar. Minha opinião.
Todos nós, seres humanos, continuamos a nos destruir e não percebemos que a natureza vai sobreviver, a terra também, nós é que não vamos. Onde está o egoísmo do Homo sapiens quando ele precisa disso pra salvar a própria vida? Deve estar nos conflitos, na guerra da faixa de Gaza, na do Iraque, nos conflitos étnicos da África...como o ser humano é vil e mesquinho! Todo mundo tem sua parcela de maldade, uns mais, outros menos.

As pessoas me chamam de tola quando falo em revolução. Talvez porquê elas associam a palavra a mais conflitos e mais violência. Mas eu não falo de revolução armada e sim de revolução no comportamento, nas atitudes, o que não é nada fácil. Não é fácil mudar, por isso que, como eu disse antes, tudo é sempre igual e deixamos as coisas pra depois. E pra falar a verdade esse é um dos meus maiores defeitos. Eu realmente espero - mas não garanto coisa alguma - que eu mude quanto a isso. Vou tentar, de fato vou.
Mas o mais importante pra mim, o que eu realmente quero pra esse ano, é cultivar melhor minhas amizades. Essa vai ser a minha prioridade, acima do meu sonho, do meu amor pela medicina, porquê de que me valeria ser uma médica só, ou renunciar às pessoas que eu amo pra alcançar esse objetivo e correr o risco de perdê-las, de deixar que elas escapem ou que sumam permanentemente da minha vida? Eu realmente quero tentar não deixar pra depois. Quero fazer diferente, pra mim e para as pessoas que eu amo.
Agora, deixando meus loucos devaneios de lado, quero desejar um Feliz Ano Novo.
Que ele realmente seja novo. Um ano novo!!!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008


Finalmente as aulas estão terminando!!! Esse ano sem dúvida foi muito interessante.
Começando pelo meu primeiro contato com a universindade. Conheci muita gente bacana, aprendi coisas novas....não me arrependo de ter feito o curso que fiz, por mais que não seja o que eu quero.
Sei que ano que vem uma boa parte da turma vai sair, todo mundo correndo atrás do mesmo sonho, a medicina. Todos meus amigos e concorrentes...asoiahsoiuahsoiuh
E quinta-feira, pra comemorar esse ano que passamos juntos, vai ter uma festinha básica na casa da professora de epidemio lá em moscredo...auhsoaiuhsoiaush
Mais uma festa pra somar com o 'seminarião', o memorável 'showgresso' de enfermagem (CBCENF), o forró da eleição pra coordenador do curso, o aniversário do campus....efim...toda a sacanagem que teve durante o ano. Sem esquecer é claro da soda com 51, da vodka com suco de cupuaçu..... ahusoauhsoiauhsoiahs

Já tô com saudade... x)
Mas ano que vem tem mais, e ele já tá bem pertinho...!!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Por não estarem distraídos.

"Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca
e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."

(Clarice Lispector)